
Dilma esteve na Rússia nesta semana para participar da VII Cúpula do Brics, grupo de países emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Após o evento, ela seguiu para a Itália, onde se reuniu nesta sexta com o primeiro-ministro do país, Matteo Renzi, e apresentou oPlano de Investimento em Logística.
Pesquisa Ibope divulgada na semana mostrou que 9% consideram o governo "ótimo" ou "bom", enquanto 68% o avaliaram como "ruim" ou "péssimo" e 21%, "regular". O levantamento, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ouviu 2.002 pessoas entre 18 e 21 de junho, em 141 municípios.
"Em qualquer país do mundo você tem quedas de popularidade. A minha decorre de uma situação econômica bastante adversa. Eu tenho certeza que isso vai melhorar. E o que importa é, sem sombra de dúvida, que nós estamos trabalhando duro para tirar o Brasil dessa situação de crise. E isso é o que nós vamos ter como nosso foco principal", disse a presidente, perguntada sobre o porquê de os índices de popularidade dela terem "caído bastante".
Na entrevista à TV russa, Dilma afirmou que, além do Brasil, outros países do Brics, como a Rússia e a China, enfrentam situações "passageiras" na economia – nesta quinta, em entrevista, ela chegou a dizer que o Brasil passa por momento "extremamente duro", mas tem "fundamentos sólidos" para retomar o crescimento.
Ao falar sobre o cenário econômico do grupo, ela afirmou que os países começaram a "experimentar" os efeitos da crise internacional.
"Mas nós conseguimos passar o pior momento. Nós estamos, há seis anos, impedindo que a crise afete o desemprego e afete a renda do povo brasileiro. Mas tem um limite para essa situação. Mas a economia brasileira, ela tem fundamentos sólidos, nós nos recuperaremos rápido", declarou.
País 'sólido'
Classificada durante a entrevista de "ídolo e super-heroína" em razão de "todo o seu passado", Dilma afirmou que ainda falta fazer "muito" para o Brasil, mas ressaltou: "nunca, em um país, você consegue cumprir tudo o que você tem de fazer. Todo dia você tem de lutar para fazer mais."
Ao destacar o "momento adverso" pelo qual o Brasil passa, a presidente disse ser preciso trabalhar "ainda mais" para conseguir que o país saia "mais rápido" da crise.
"Nós somos um país sólido do ponto de vista macroeconômico. Nós não temos bolha, o nosso sistema bancário é absolutamente robusto. Não há razão para que o Brasil não volte a crescer", concluiu.
G1
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