
Othon foi alvo da 16ª fase da Lava Jato, apelidada de Radioatividade. Um dos pensadores do programa nuclear brasileiro, ele ocupou por quase dez anos a presidência da Eletronuclear. O almirante nega as acusações e diz estar consternado.
Na delação, Colavitti informou que em abril ou maio de 2010 recebeu um pedido da Engevix para fazer "alguns pagamentos [e] que na ocasião apenas foi dito que os [mesmos] não poderiam ser feitos” pela construtora. Colavitti informou que resolveu fazer os pagamentos “sem maiores questionamentos […] para preservar seu bom relacionamento com a empresa”.
Segundo o empresário, os depósitos que somaram R$ 765 mil foram realizados através da sua empresa, a Link, para outra, a Aratec, de Othon, entre 2010 e 2014. Ele informou que o contrato entre a Link e a Aratec chegou pronto.
Na sua versão, Colavitti conta que, apesar de não saber dizer "a que título eram feitos esses pagamentos da Engevix à empresa Aratec, [tem] absoluta certeza que os serviços descritos no contrato entre a link e Aratec jamais foram prestados”.
Prevista para ser concluída em 2018, Angra 3, uma obra estimada em pelo menos R$ 13 bilhões, tem contratos com empreiteiras investigadas na Lava Jato, incluindo a Engevix. A construção da usina é realizada com recursos da Eletronuclear, obtidos em empréstimos.
Procurada pelo blog, a Engevix informou que "a empresa está prestando os esclarecimentos necessários à Justiça”. O advogado Helton Márcio Pinto, responsável pela defesa do almirante, não retornou as ligações da reportagem até a publicação deste post.
Em depoimento à Polícia Federal, Othon negou ter recebido propina na construção de Angra 3. Sobre a Aratec, informou que pagamentos à empresa ocorreram antes da assinatura do contrato com o consórcio da usina.
A Eletronuclear informou nesta semana que recebeu o pedido de demissão de Othon, afastado do cargo desde abril, após a divulgação das primeiras denúncias.
G1
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